Era meio-dia já quase quando começou ficar mais manso,
mesmo com o céu arreganhador e feio, todo preto de nuvens. O
musseque, nessa hora, parecia era uma sanzala no meio da
lagoa, as ruas de chuva, as cubatas invadidas por essa água
vermelha e suja correndo caminho do alcatrão que leva na Baixa
ou ficando teimosa, em cacimbas de nascer mosquitos e barulhos
de rãs. Tinha mesmo cubatas caídas, e as pessoas, para escapar
morrer, estavam na rua com as imbambas, que salvaram. Só que
os capins, aqueles que conseguiam espreitar, no meio das
lagoas, mostravam já as cabeças das folhas lavadas e
brilhavam uma cor mais bonita para o céu ainda sem azul nem
sol.